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Eu te amo Antes e depois de todos os acontecimentos Na profunda imensidade do vazio E a cada lágrima dos meus pensamentos. Eu te amo Em todos os ventos que cantam, Em todas as sombras que choram, Na extensão infinita do tempo Até a região onde os silêncios moram. Eu te amo Em todas as transformações da vida, Em todos os caminhos do medo, Na angústia da vontade perdida E na dor que se veste em segredo. Eu te amo Em tudo que estás presente, No olhar dos astros que te alcançam Em tudo que ainda estás ausente. Eu te amo Desde a criação das águas, desde a ideia do fogo E antes do primeiro riso e da primeira mágoa. Eu te amo perdidamente Desde a grande nebulosa Até depois que o universo cair sobre mim Suavemente. © Adalgisa Nery, Poema da Amante, in Mundos Oscilantes, 1962
 

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Eu te amo 
Antes e depois de todos os acontecimentos 
Na profunda imensidade do vazio 
E a cada lágrima dos meus pensamentos. 

Eu te amo 
Em todos os ventos que cantam, 
Em todas as sombras que choram, 
Na extensão infinita do tempo 
Até a região onde os silêncios moram. 

Eu te amo 
Em todas as transformações da vida, 
Em todos os caminhos do medo, 
Na angústia da vontade perdida 
E na dor que se veste em segredo. 

Eu te amo 
Em tudo que estás presente, 
No olhar dos astros que te alcançam 
Em tudo que ainda estás ausente. 

Eu te amo 
Desde a criação das águas, 
desde a ideia do fogo 
E antes do primeiro riso e da primeira mágoa. 

Eu te amo perdidamente 
Desde a grande nebulosa 
Até depois que o universo cair sobre mim 
Suavemente. 

© Adalgisa Nery, Poema da Amante, in Mundos Oscilantes, 1962